Plantas Medicinais, a Bioeconomia no Brasil e o Articulafito
- Daniel Amado

- 4 de ago. de 2021
- 2 min de leitura
Atualizado: 7 de ago. de 2021
O Brasil possui a maior biodiversidade do mundo, cerca de 25% de toda biodiversidade mundial. No entanto, existem grandes desafios no campo da preservação, e uso sustentável dessa biodiversidade tanto por comunidades tradicionais quanto pelos modelos econômicos de exploração da terra. Essas questões fazem parte da Bioeconomia, onde a utilização sustentável, que gere riquezas para os povos, que estimule a preservação e recuperação dos espaços naturais são fundamentais.
As plantas medicinais no Brasil, são amplamente utilizadas pela população e pelos povos tradicionais, no entanto, esse conhecimento e sua utilização como forma de subsistência dessas comunidades possuem diversos entraves, como formas de organização social, necessidades de adequações as normas fitossanitárias, adequação aos boas práticas de cultivo e manejo de plantas medicinais, o aprofundamento em técnicas agroflorestais que preservem e recupere as áreas naturais, assim como técnicas sustentáveis de extrativismo realizada pelas comunidades. Essas questões são fundamentais para qualificar as cadeias de valores no campo das plantas medicinais, que possuem usos alimentares, condimentares e como fitoterápicos.
Desta forma a consolidação das cadeias de valores são essenciais para a geração de renda, promoção da sustentabilidade, fixação dos agricultores na terra, fortalecimento das comunidades e economias locais, diminuição das desigualdades sociais e diminuição do trabalho informal, produção de produtos de qualidade e de acordo com as normas sanitárias.
Para enfrentar esses desafios são necessárias políticas públicas consistentes e intersetoriais, envolvendo não só o setor saúde, mas as políticas voltadas aos setores produtivos e sociais, com vistas a estruturar arranjos institucionais e produtivos que utilizam plantas medicinais como base para alimentos, cosméticos e fitoterápicos, impulsionando a promoção da saúde, o acesso a mercados e o desenvolvimento local no contexto da bioeconomia.
Nesta perspectiva uma iniciativa conjunta da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), se estabeleceu, o ArticulaFito. Este projeto está alinhado às diretrizes do Programa Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos, do Plano Nacional de Promoção das Cadeias de Valor da Sociobiodiversidade e do Programa Bioeconomia Brasil Sociobiodiversidade. O projeto tem como objetivo promover a articulação dos atores do setor de plantas medicinais, aromáticas, condimentares e alimentícias, com vistas ao desenvolvimento sustentável, à promoção da saúde e ao fortalecimento da base produtiva nacional.
De forma a atender a solicitação de capacitação e enfrentar gargalos no campo das cadeias de calores no campo das plantas medicinais o projeto desenvolveu várias oficinas que podem ser acessadas gratuitamente pelo Youtube do Articulafito;
Conheça sobre as temáticas abaixo:
A cadeia produtiva de plantas medicinais.
Boas práticas de cultivo e manejo
Farmácias Vivas
Legislação Fitossanitária
Políticas Públicas e Acesso a Mercados diferenciados









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